Até um passado recente os centros piscatórios de Machico e Caniçal eram pequenos para acolher todos os que acompanhavam a visita do Espírito Santo aos barcos na sua maioria de “duas proas ou “duas rodas", assim apelidados pelos “velhos marítimos”, os quais pairavam ou singravam as águas azuis e lá andavam em vai vem, sem destino, sem rumo, fazendo desenhos d’espuma na ampla tela azul ou apoitados nos portos de pesca acima referidos, aguardando a ida do pároco, saloias e demais acompanhantes em embarcação previamente combinada que os levaria em visita aos barcos. Famílias inteiras, amigos, tripulantes aproveitavam o período da tarde de sábado para as habituais limpezas e arrumações nas suas embarcações para a visita pascal que teria lugar no domingo, isto, no período da manhã. De fibra, madeira, novos ou velhos, lentos ou rápidos, uns com mais decorações que outros, causavam a admiração dos iatistas estrangeiros presentes, curiosos por saberem qual o motivo da festa. A festa, de tã...